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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Dez pérolas da minha viagem à África do Sul

"Você não pode filmar aqui. Se você descer com sua câmera, pode ser morto." - do motorista, depois de me levar a um bairro movimentado de Joanesburgo. Detalhe: eu havia pedido para ir a um loca seguro.

"Vou chamar o segurança para te acompanhar"- do recepcionista do hotel em Durban, quando disse a ele, à meia-noite, que iria ao restaurante da esquina. Isso porque havia um posto de polícia em frente ao hotel! E, realmente, o segurança me acompanhou.

"Nós não trabalhamos com recibos." - da dona de uma lanchonete, quando pedi a ela o documento fiscal. No final, não é que eles trabalhavam com recibos?

"Pode passar pela lateral." - da segurança do Brics, quando disse que talvez minha mala de equipamentos não coubesse na máquina de raio-x.

"Você vai para o setor de embarque ou desembarque?" - do taxista, que me levou com todas as minhas bagagens do hotel para o aeroporto.

"Nós conseguimos sediar uma Copa, mas não organizamos direito uma cúpula do Brics." - de um professor da Univeridade de Joanesburgo, sobre a bagunça que foi o encontro dos cinco países.

"São mil rands (ou 220 reais)" - da recepcionista da 'Casa do Mandela', que queria que eu pagasse tal quantia para fazer imagens do minúsculo museu.

"Quanto eu vou ganhar?" - de vários sul-africanos, quando eu perguntava se podia fazer uma entrevista.

"Você precisa de qual papel?" "Dos dois." "Dos dois quais?" "Dos dois que você tem aí." "De onde você é?" "Do Brasil." "Então você precisa dos dois papéis." "Mas foi exatamente o que eu disse." - conversa com o comissário de bordo, no voo de volta, quando ele foi me entregar o papel da imigração americana.

E a melhor... "Você é argentino?" - de um sul-africano, assim que cheguei ao país.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Sobre voos, vinhos e remédios

Uma taça de vinho. Outra taça de vinho. Uma dose de whiskey. Duas de amarula. Mais uma de whiskey. Não, não se trata de uma balada na noite de Nova York, mas sim do voo São Paulo - Joanesburgo, para a cobertura da Copa de 2010. Eu e meu amigo tomamos tudo isso, na expectativa de diminuir a ansiedade e - mais importante - fechar um pouco os olhos durante as doze horas de voo. Tudo em vão!

Sempre que viajo a trabalho, me preocupo com as horas de sono no percurso. O motivo é simples: tão logo chego ao destino, tenho de começar a trabalhar. Como ocorreu no Equador, quando fiz um link para o jornal do próprio aeroporto. Foi o tempo de abrir a mala no saguão, vestir uma camisa e um blazer, passar um pó no rosto para esconder a barba que já dava sinais de ter crescido e, é claro, apurar o que estava acontecendo.

Nesta ânsia de descansar no ar, já tentei umas receitas que  minha prima-médica obviamente não iria aprovar. Tomar remédio para enjoo mesmo sem estar com o estômago embrulhado; antialérgico, até quando meu nariz está funcionando maravilhosamente bem; relaxante muscular, inclusive sem ter dor em nenhum músculo... Claro que nunca misturei tais medicamentos! Não sou tão louco... eu acho.

Agora mesmo, escrevo este texto durante o voo  para a África do Sul, para cobrir a cúpula do Brics. Entrei no avião às 11h. Ficarei aqui ao todo por 16h! Minha opção hoje foi o vinho. Logo cedo, mesmo - o que surpreendeu a passageira ao meu lado. "Um alcoólatra", deve ter pensado. Pricipalmente depois que - desastrado como sou - derrubei metade do copo em cima dela!

Mas, confesso que parei neste primeiro meio-copo. Agora já se passaram 7h30 de voo, me mantenho acordado e - o mais importante - sóbrio. E também sem enjoo, alergia ou dores pelo corpo.  Afinal, na minha mala despachada, ainda tenho bastante pó para cobrir as olheiras. E o café de Durban dará conta de mandar o sono embora. Espero!