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domingo, 21 de agosto de 2011

As fantasias da rua Augusta

O último texto foi embalado por Noel Rosa. Hoje, vou avançar um pouco - mas nem tanto - no tempo. Vamos à Jovem Guarda, com o hit Rua Augusta. Por quê? Bem, foi lá, nesta famosa rua paulistana, a tal festa à fantasia.

Primeiro, façamos um parênteses: entrar na Augusta a 120 por hora é simplesmente impossível. Nem a 1/4 disso! Sexta-feira à noite, tudo parado. Foi assim, a passos lerdos, que cheguei ao local da festa, no chamado Baixa Augusta, trecho bem pertinho do centrão.

A fantasia foi uma escolha coletiva. Eu e meus amigos decidimos ir de preto, com aquelas máscaras de baile de carnaval. Pelo menos, se ninguém mais estivesse fantasiado, era só jogar a máscara em uma lata de lixo!

Fui o 1o do grupo a chegar. Esperei os outros a uns 50 metros da entrada, ao lado de mulheres fantasiadas com saias curtíssimas, silicone à mostra, muita maquiagem... pois é, eram garotas de família, primas ou moças de vida fácil, como vocês preferirem. Nesse sentido, nada mudou na Augusta.

Logo duas amigas chegaram, e continuamos lá, esperando. Uma delas estava com paetês e não demorou para ocorrer o que já era previsto: buzinadas, olhares curiosos... a nossa popularidade foi a mil por hora!

Mais uns minutos, um carro começou a fazer baliza na nossa frente. Três tentativas depois, conseguiu entrar na vaga. Um palmo da janela se abriu, uma filmadora deu as caras, gravou cerca de 5 minutos do movimento no local (nós inclusos), se escondeu novamente e subiu a rua Augusta.

Mais uns minutos, entramos na festa. Mas uma dúvida permaneceu: quem era o louco da filmadora? "Só falta aparecermos em uma reportagem na TV ilustrando os tipos estranhos que andam no centro da cidade", disse uma amiga. Isso não seria tão ruim. Pior mesmo é se um dia vocês virem meu rosto ilustrando uma matéria sobre prostituição no centro da cidade. Mas, como diz a música, "quem é da nossa gangue não tem medo..."

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Com que roupa?

Festa à vista, com a temática anos 90. Algo interessante, que foge daquele lugar comum de reviver os anos 80, seja no rock ou no brega. Só que esta festa tem um diferencial -- é à fantasia.

Tudo bem, os adereços ajudam a dar um ar descontraído e irreverente à balada. O problema é: com que roupa eu vou? Sempre que recebo um convite desses, passo dias com o mesmo dilema. E, óbvio, só me decido horas antes de sair de casa. E, mais óbvio ainda, só me fantasio minutos antes de entrar no local.

Uma vez fui vestido de policial militar. Já pensou se passo por uma blitz no meio do caminho? Até explicar que minha intenção era ir a uma inocente festa... Fora o medo de chegar lá e ser o único fantasiado! Por isso, é preciso seguir um ritual: primeiro passar de carro em frente ao local, ver como as pessoas estão, e aí sim se caracterizar.

Para esta festa de agora, fui informado que é preciso entrar no clima dos anos 90, o que dificulta -- e muito -- a escolha. "Vou com o uniforme da seleção de 94", disse um amigo. Boa ideia! Mas, confesso que sair de casa de shorts e chuteira não me agrada muito.

Já sei! Se é pra voltar àquela década, por que não colocar o antigo uniforme do colégio, óculos, aparelho nos dentes e espinhas na cara? Só assim pra me sentir totalmente nos anos da minha adolescência... Aí, confesso de novo, esta ideia não me agrada mesmo!

Feliz era Noel Rosa, que só tinha o trabalho de escolher uma roupa para um samba!