A brincadeira é simples. Primeiro, é feito um sorteio, com papéis, para ver quem vai ser o detetive, o assasino e as vítimas. Aí, sentados em círculo, o objetivo do assassino é matar as vítimas sem ser descoberto. A "arma" dele: piscar o olho.
Sempre brincava disso quando criança, e sempre ficava tenso na hora do sorteio. Não queria ser o assassino, de jeito nenhum! Não por motivos nobres ou humanitários, mas por outro - não consigo piscar com um olho só.
Parece ridículo, mas é a mais pura verdade. E, depois de anos, o assunto voltou à tona na última semana, em um bar, aqui em Nova York. Contava para uma amiga sobre a cirurgia de miopia que fiz, em apenas um olho. Ou seja, ainda sou míope no lado esquerdo. Aí, ela, que também é míope, disse que se fosse operar uma vista só, teria de ser a direita, já que só consegue piscar do outro lado. Foi quando confessei que não pisco de lado algum!
Uma outra amiga, aniversariante do dia, que ouvia a história, se juntou à conversa, e as duas questionaram como eu fazia para paquerar, já que meus músculos ao redor dos olhos, obviamente, não funcionam como deveriam. Silêncio constrangedor... Minha humilhação ficou ainda maior quando um amigo - que, segundo as duas, "transpira testosterona" - se aproximou e demonstrou a facilidade que tem em piscar um olho de cada vez, quantas vezes quisesse.
E não parou por aí! Para acabar totalmente com a minha auto-estima, a amiga míope soltou a seguinte pérola: "Ele não deve piscar por causa de tanto botox que tem no rosto, esse povo da TV usa botox em tudo, paralisa os músculos."
Não, antes que você me pergunte, eu não uso nem nunca usei botox. E, a partir de hoje, não irei dizer que não sei piscar. Falarei apenas que não o faço por motivos nobres e humanitários - e explicarei a brincadeira do detetive. Afinal, se a piscadinha pode ser usada como uma arma letal em um jogo infantil, melhor não estimulá-la!
sexta-feira, 10 de maio de 2013
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Dez pérolas da minha viagem à África do Sul
"Você
não pode filmar aqui. Se você descer com sua câmera, pode ser morto." -
do motorista, depois de me levar a um bairro movimentado de
Joanesburgo. Detalhe: eu havia pedido para ir a um loca seguro.
"Vou
chamar o segurança para te acompanhar"- do recepcionista do hotel em
Durban, quando disse a ele, à meia-noite, que iria ao restaurante da
esquina. Isso porque havia um posto de polícia em frente ao hotel! E, realmente, o segurança me acompanhou.
"Nós não trabalhamos com recibos." - da dona de uma lanchonete, quando pedi a ela o documento fiscal. No final, não é que eles trabalhavam com recibos?
"Pode passar pela lateral." - da segurança do Brics, quando disse que talvez minha mala de equipamentos não coubesse na máquina de raio-x.
"Você vai para o setor de embarque ou desembarque?" - do taxista, que me levou com todas as minhas bagagens do hotel para o aeroporto.
"Nós conseguimos sediar uma Copa, mas não organizamos direito uma cúpula do Brics." - de um professor da Univeridade de Joanesburgo, sobre a bagunça que foi o encontro dos cinco países.
"São mil rands (ou 220 reais)" - da recepcionista da 'Casa do Mandela', que queria que eu pagasse tal quantia para fazer imagens do minúsculo museu.
"Quanto eu vou ganhar?" - de vários sul-africanos, quando eu perguntava se podia fazer uma entrevista.
"Você precisa de qual papel?" "Dos dois." "Dos dois quais?" "Dos dois que você tem aí." "De onde você é?" "Do Brasil." "Então você precisa dos dois papéis." "Mas foi exatamente o que eu disse." - conversa com o comissário de bordo, no voo de volta, quando ele foi me entregar o papel da imigração americana.
E a melhor... "Você é argentino?" - de um sul-africano, assim que cheguei ao país.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Sobre voos, vinhos e remédios
Uma
taça de vinho. Outra taça de vinho. Uma dose de whiskey. Duas de
amarula. Mais uma de whiskey. Não, não se trata de uma balada na noite
de Nova York, mas sim do voo São Paulo - Joanesburgo, para a cobertura
da Copa de 2010. Eu e meu amigo tomamos tudo isso, na expectativa de
diminuir a ansiedade e - mais importante - fechar um pouco os olhos
durante as doze horas de voo. Tudo em vão!
Sempre
que viajo a trabalho, me preocupo com as horas de sono no percurso. O
motivo é simples: tão logo chego ao destino, tenho de começar a
trabalhar. Como ocorreu no Equador, quando fiz um link para o jornal do
próprio aeroporto. Foi o tempo de abrir a mala no saguão, vestir uma
camisa e um blazer, passar um pó no rosto para esconder a barba que já
dava sinais de ter crescido e, é claro, apurar o que estava acontecendo.
Nesta
ânsia de descansar no ar, já tentei umas receitas que minha
prima-médica obviamente não iria aprovar. Tomar remédio para enjoo mesmo sem estar com o estômago embrulhado; antialérgico, até quando meu nariz está funcionando
maravilhosamente bem; relaxante muscular, inclusive sem ter dor em nenhum
músculo... Claro que nunca misturei tais medicamentos! Não sou tão
louco... eu acho.
Agora mesmo, escrevo este
texto durante o voo para a África do Sul, para cobrir a cúpula do
Brics. Entrei no avião às 11h. Ficarei aqui ao todo por 16h! Minha opção
hoje foi o vinho. Logo cedo, mesmo - o que surpreendeu a passageira ao
meu lado. "Um alcoólatra", deve ter pensado. Pricipalmente depois que -
desastrado como sou - derrubei metade do copo em cima dela!
Mas,
confesso que parei neste primeiro meio-copo. Agora já se passaram 7h30
de voo, me mantenho acordado e - o mais importante - sóbrio. E também
sem enjoo, alergia ou dores pelo corpo. Afinal, na minha mala
despachada, ainda tenho bastante pó para cobrir as olheiras. E o café de
Durban dará conta de mandar o sono embora. Espero!
quarta-feira, 20 de março de 2013
50 Tons de Rosa
A festa surpresa, planejada na última hora, já seria suficiente para fazer a felicidade de nosso amigo. Mas, se é possível deixar o ambiente ainda mais, digamos, alegre, por que não? Daí veio a ideia, de um dos organizadores, de fazer uma festa temática: ROSA. "Essa é a cor do momento pra ele", disse, sem a necessidade de mais explicações.
Convidados de rosa, guardanapos e copos rosas. Isso para comemorar o aniversário de uma pessoa que, segundo uma amiga, "transpira testosterona". É mais ou menos o que os biólogos chamam de "macho alfa". Irei omitir os detalhes - pelo menos agora - porque o assunto é extenso.
Voltando à festa… Tudo como planejado, ele abriu a porta, todos gritaram surpresa, ele ficou emocionado - de uma maneira "macho alfa" de se emocionar - e não percebeu a temática! Talvez porque nem todos estavam "coloridos". Foi preciso falar que a festa era pink - o que já fez tudo ficar um pouco mais sem graça.
Mas, a principal surpresa viria na sequência: os presentes. Ao abri-los, um por um, lá estavam camisa, camiseta, meia, cueca, livro, tudo rosa. Praticamente um guarda-roupa novo, de deixar com inveja qualquer mulher que esteja grávida de uma menina.
Meu amigo jura que levou a brincadeira na esportiva, ficará com todos os presentes, e irá usá-los. Não acho que esteja mentindo. Só acredito que, certamente, vai fazer questão de buscar no dicionário sinônimos para a cor do momento. Diferentes maneiras de descrever os 50 tons de rosa - salmão, vermelho desbotado, e o que mais a imaginação alfa permitir.
Convidados de rosa, guardanapos e copos rosas. Isso para comemorar o aniversário de uma pessoa que, segundo uma amiga, "transpira testosterona". É mais ou menos o que os biólogos chamam de "macho alfa". Irei omitir os detalhes - pelo menos agora - porque o assunto é extenso.
Voltando à festa… Tudo como planejado, ele abriu a porta, todos gritaram surpresa, ele ficou emocionado - de uma maneira "macho alfa" de se emocionar - e não percebeu a temática! Talvez porque nem todos estavam "coloridos". Foi preciso falar que a festa era pink - o que já fez tudo ficar um pouco mais sem graça.
Mas, a principal surpresa viria na sequência: os presentes. Ao abri-los, um por um, lá estavam camisa, camiseta, meia, cueca, livro, tudo rosa. Praticamente um guarda-roupa novo, de deixar com inveja qualquer mulher que esteja grávida de uma menina.
Meu amigo jura que levou a brincadeira na esportiva, ficará com todos os presentes, e irá usá-los. Não acho que esteja mentindo. Só acredito que, certamente, vai fazer questão de buscar no dicionário sinônimos para a cor do momento. Diferentes maneiras de descrever os 50 tons de rosa - salmão, vermelho desbotado, e o que mais a imaginação alfa permitir.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Sobre o mal-estar de cada dia
Três e meia da manhã de uma sexta-feira, em Williamsburg, no Brooklyn. Saída da balada, lua brilhando num céu encoberto por nuvens, com uma fina garoa. Romantismo puro! Minha amiga se agachou na saída do bar, em silêncio, como se fosse apreciar o clima... só que colocou para fora toda a comida tailandesa do jantar.
"Vão pensar que eu bebi todas", disse. Realmente, àquela hora, naquele local, não haveria outra possibilidade. A mim, só restava perguntar se ela estava bem e oferecer um lenço de papel. Além de relembrar outras histórias parecidas.
A próxima cena ocorreu em uma reportagem que fiz quando ainda era foca. Ônibus lotado de estudantes de dez anos, indo para o cinema pela primeira vez. Janelas fechadas, ambiente abafado, e em quinze minutos já havia uma criança vomitando. Na sequência, outra avisa à professora que mais dois colegas estão em vias de repetir o gesto, quase num efeito dominó.
E é sempre assim que ocorre. Basta um começar e logo os outros se sentem mal. Por isso, a melhor opção é sempre se isolar, para não haver "contaminação". Foi o que fiz no mês passado, quando fui a vítima do mal-estar, em Caracas.
Havia jantado com uns amigos na noite anterior da posse presidencial. Nas últimas garfadas, notei que havia algo errado. E às quatro da manhã, meu estômago confirmou o pressentimento. Lá fui eu conversar com o vaso sanitário. Tive tempo de observar as sujeiras que ficam fora do alcance da camareira e de pensar em alternativas para a minha cobertura para dali a algumas horas. Afinal, nada pode ser considerado tempo perdido!
E para encerrar o texto, antes que você, leitor, entre neste "efeito dominó", uma história ocorrida há algumas semanas, de uma outra amiga que também passou mal no final da balada - mas, esta sim, porque havia bebido todas.
Entre uma cantoria e outra no karaokê, ela se isolou no banheiro para "limpar" o estômago. E meu amigo, que estava de olho nela, ao saber do que ocorria, logo desistiu de tomar qualquer iniciativa. Afinal, há coisas que nem o romantismo da lua e nem um halls extra-forte resolvem...
"Vão pensar que eu bebi todas", disse. Realmente, àquela hora, naquele local, não haveria outra possibilidade. A mim, só restava perguntar se ela estava bem e oferecer um lenço de papel. Além de relembrar outras histórias parecidas.
A próxima cena ocorreu em uma reportagem que fiz quando ainda era foca. Ônibus lotado de estudantes de dez anos, indo para o cinema pela primeira vez. Janelas fechadas, ambiente abafado, e em quinze minutos já havia uma criança vomitando. Na sequência, outra avisa à professora que mais dois colegas estão em vias de repetir o gesto, quase num efeito dominó.
E é sempre assim que ocorre. Basta um começar e logo os outros se sentem mal. Por isso, a melhor opção é sempre se isolar, para não haver "contaminação". Foi o que fiz no mês passado, quando fui a vítima do mal-estar, em Caracas.
Havia jantado com uns amigos na noite anterior da posse presidencial. Nas últimas garfadas, notei que havia algo errado. E às quatro da manhã, meu estômago confirmou o pressentimento. Lá fui eu conversar com o vaso sanitário. Tive tempo de observar as sujeiras que ficam fora do alcance da camareira e de pensar em alternativas para a minha cobertura para dali a algumas horas. Afinal, nada pode ser considerado tempo perdido!
E para encerrar o texto, antes que você, leitor, entre neste "efeito dominó", uma história ocorrida há algumas semanas, de uma outra amiga que também passou mal no final da balada - mas, esta sim, porque havia bebido todas.
Entre uma cantoria e outra no karaokê, ela se isolou no banheiro para "limpar" o estômago. E meu amigo, que estava de olho nela, ao saber do que ocorria, logo desistiu de tomar qualquer iniciativa. Afinal, há coisas que nem o romantismo da lua e nem um halls extra-forte resolvem...
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Duas semanas, duas posses
Em menos de dez dias, pude cobrir duas posses presidenciais. Uma, em que o re-eleito estava lá. A outra, em que ele não estava. Washington e Caracas me trouxeram bons aprendizados.Começo pela posse do presidente Barack Obama. O número de espectadores em frente ao Capitólio, estimado em 800 mil pessoas, foi de encher os olhos. E olha que havia um milhão a menos do que há quatro anos. Nem parecia…
O nome do chefe da nação era estampado nos gorros e cachecóis usados para espantar o frio de zero grau. A cada entrevista, histórias de pessoas que se inspiravam na história que acontecia ali, na minha frente. Choros, sorrisos, uma população que transbordava patriotismo no hino nacional ou na bandeira levantada a todo instante.
Já na posse de Hugo Chávez, a ausência do mesmo nem parecia ser notada nas ruas de Caracas. Desde cedo, apresentadores da tv estatal usavam camisetas com a foto do comandante para apresentar os telejornais. O mesmo rosto estampava bandeiras, cartazes e inúmeros acessórios na capital do país.

No centro da cidade, um homem solitário e seu violão entoavam hinos pela saúde do presidente. Em frente ao Palácio Miraflores, o próprio povo era empossado no governo, como se personificando a democracia. Ali, as pessoas também se inspiravam na história: do passado do revolucionário Simón Bolívar, e também no atual combate ao câncer de Chávez, motivo da sua ausência.
Em meio às diferenças que separam os dois países, havia diversas semelhanças, das expressões, paixões e sentimentos em seus habitantes.
Pessoas frágeis e esperançosas. Seres-humanos, como cada um de nós.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Caracas! Que fome...
Não sei se é a adrenalina ou a pura falta de tempo, mas quando estou na correria do trabalho, termino não sentindo muita fome. Às vezes ela até aparece, mas logo vai embora. Só que quando volta…
Foi mais ou menos o que ocorreu no último domingo. Local - Caracas. Motivo - cobertura das eleições presidenciais venezuelanas. Havia acordado cedo, percorrido a cidade atrás dos locais de votação, sido ameaçado por cidadãos (história para outro post), mandado o material pro Brasil e ainda aguardava a apuração do resultado. Eis que ela chegou.
Eram oito da noite. Havia terminado uma participação por telefone para o programa especial das eleições e ainda tinha alguns minutos antes da próxima entrada. Resolvi sair para comer algo. A minha ideia era ir a um fast-food, comprar um lanche e voltar para o Hotel.
Dois minutos de caminhada, e me deparei com portas fechadas. Não só de um, mas de vários fast-foods. Fui a um restaurante, nada. Tentei o bar da outra esquina, ninguém.
Voltei para o hotel, inconformado, e pedi ajuda à recepcionista. Ela me recomendou um restaurante que "certamente" estaria aberto. Andei três quarteirões, e constatei que nada é certo nesta vida. Na volta, vi a luz de uma pizzaria acesa. Meu estômago sorriu! Perto da porta, achei o local meio vazio. Estranhei. Cheguei mais perto e… um alarme disparou. Sim, eu era o responsável por todo aquele barulho.
Olhei em volta, nada de polícia - ufa! Estavam todos fazendo a segurança das eleições - ou procurando um lugar pra comer, sei lá. No hotel, questionei novamente a recepcionista, que me passou telefone de pizzarias. Liguei para todas, nada. No quarto, olhei o frigobar: bebidas alcoólica. 'Não", pensei. "Ainda tenho entradas ao vivo."
De volta às ruas, tentei o hotel do lado (já que o restaurante do meu hotel estava fechado). Dei sorte - a cozinha ia fechar em poucos minutos. Foi o tempo de prepararem dois sanduíches e uma sobremesa, enquanto, ali do lobby mesmo, eu atualizava os telespectadores sobre a expectativa da apuração. Voltei ao hotel.
Enquanto as emissoras venezuelanas noticiavam a vitória do socialismo, eu comemorava a minha batalha contra a fome, comendo ele, um dos símbolos do capitalismo norte-americano - um hambúrguer com batatas-fritas.
Foi mais ou menos o que ocorreu no último domingo. Local - Caracas. Motivo - cobertura das eleições presidenciais venezuelanas. Havia acordado cedo, percorrido a cidade atrás dos locais de votação, sido ameaçado por cidadãos (história para outro post), mandado o material pro Brasil e ainda aguardava a apuração do resultado. Eis que ela chegou.
Eram oito da noite. Havia terminado uma participação por telefone para o programa especial das eleições e ainda tinha alguns minutos antes da próxima entrada. Resolvi sair para comer algo. A minha ideia era ir a um fast-food, comprar um lanche e voltar para o Hotel.
Dois minutos de caminhada, e me deparei com portas fechadas. Não só de um, mas de vários fast-foods. Fui a um restaurante, nada. Tentei o bar da outra esquina, ninguém.
Voltei para o hotel, inconformado, e pedi ajuda à recepcionista. Ela me recomendou um restaurante que "certamente" estaria aberto. Andei três quarteirões, e constatei que nada é certo nesta vida. Na volta, vi a luz de uma pizzaria acesa. Meu estômago sorriu! Perto da porta, achei o local meio vazio. Estranhei. Cheguei mais perto e… um alarme disparou. Sim, eu era o responsável por todo aquele barulho.
Olhei em volta, nada de polícia - ufa! Estavam todos fazendo a segurança das eleições - ou procurando um lugar pra comer, sei lá. No hotel, questionei novamente a recepcionista, que me passou telefone de pizzarias. Liguei para todas, nada. No quarto, olhei o frigobar: bebidas alcoólica. 'Não", pensei. "Ainda tenho entradas ao vivo."
De volta às ruas, tentei o hotel do lado (já que o restaurante do meu hotel estava fechado). Dei sorte - a cozinha ia fechar em poucos minutos. Foi o tempo de prepararem dois sanduíches e uma sobremesa, enquanto, ali do lobby mesmo, eu atualizava os telespectadores sobre a expectativa da apuração. Voltei ao hotel.
Enquanto as emissoras venezuelanas noticiavam a vitória do socialismo, eu comemorava a minha batalha contra a fome, comendo ele, um dos símbolos do capitalismo norte-americano - um hambúrguer com batatas-fritas.
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