Para quem está em Nova York, a resposta para a pergunta acima fatalmente será não. Por aqui, é difícil as pessoas terem máquina de lavar em casa, por uma razão simples: não há espaço. Os apartamentos são sempre pequenos, e, em geral, não têm área de serviço. Por isso, tirando quem mora em prédios de luxo, ninguém lava a roupa suja em casa.
Mas, é claro, os nova iorquinos se adaptaram a isso. Muitos condomínio têm a laundry (lavanderia) no próprio prédio. Geralmente no subsolo, o espaço comporta uma ou algumas máquinas de lavar e de secar. Se a pessoa estiver com pressa, basta deixar a roupa lá embaixo, lavando, voltar pro apartamento, fazer outras coisas, e depois pegá-las.
Só que muitos lugares não têm a bendita laundry - como o prédio onde moro provisoriamente. Neste caso, só resta ir a uma lavanderia na rua. Surge aí uma cena engraçada. Pessoas andando pra lá e pra cá, com sacos de roupa suja nas costas. Mais ou menos como aquela lenda do homem do saco!
Uma vez na lavanderia, há duas opções. Com algumas moedas, é possível usar as máquinas, e esperar ali mesmo a roupa ficar pronta. Um belo programa para sábado à tarde! Ou então, basta deixar aquele saco cheinho com uma atendente, e passar depois para pegar tudo limpinho. Neste caso, paga-se por peso.
Qualquer que seja a escolha, sempre é desagradável exibir a roupa suja em público. Aquela camisa com marcas de gordura, a roupa de baixo recém-usada, a meia que passou o dia inteiro percorrendo a cidade… Não é algo que alguém queira mostrar para desconhecidos!
Ontem, deixei meu saco na lavanderia aqui perto. Tenho de pegá-lo a qualquer momento. Já me vejo roxo, com o olhar pra baixo, com vergonha de encarar a atendente, como se ela soubesse meus segredos mais íntimos! Que saudade de lavar a roupa suja em casa...
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Gentileza a bordo
Dez horas de voo pela frente, apertado entre vários assentos. Era assim que estava vendo a minha vinda para Nova York. Para quem tem 1,94m de altura, viajar de avião se torna um pesadelo do ponto de vista do conforto.
Como o dinheiro é curto, sempre viajo de classe econômica. Mas, para me sentir um pouco melhor, peço para sentar na saída de emergêcia -- onde o espaço para as pernas é maior. Já sei até de cor as instruções para a abertura da porta, em mais de um idioma. O que não sei é qual seria a minha reação se precisasse fazê-lo... e nem pretendo descobrir!
Mas, voltando ao voo para Nova York, eis que tentei ficar na saída de emergência. E eis que vi que a companhia aérea criou uma categoria chamada "economy comfort", um assento na classe econômica só que um pouco mais confortável. Onde? Bem na saída de emergência.
Aí entra o detalhe: o tal assento confortável custa mais do que o normal. E, como já disse, o dinheiro é curto. Resultado: melhor ir espremido mesmo.
Subi no avião, sentei no fundão, e a comissária americana me perguntou se eu estava viajando sozinho. Hummm... interessante.... Mas não, ela não queria me fazer companhia, apenas perguntou se eu podia trocar de lugar com uma passageira que viajava com um cachoro - um destes micros, sedado numa espécie de gaiola. A garota ao lado dela tinha medo do cãozinho. Bem, como eu já estava espremido naquele assento mesmo, pior não podia ficar, logo, mudei, e fui mais pro fundão ainda.
Cinco minutos pra levantar voo, a comissária americana reapareceu perguntando se eu queria mudar de assento de novo. Hummmmm... interessante... Mas, não , não era pra ficar ao lado dela. Aceitei, peguei minhas coisas e lá fui de novo mudar de assento. Só que desta vez, lá estava ele à minha espera: o tal do assento econômico conforto. TInham uns 7 disponíveis no voo.
"Você foi muito gentil em trocar de lugar com aquela mulher, merece sentar aqui", disse a comissária. Fiquei surpreso e feliz. Afinal, para mim foi algo totalmente normal trocar de lugar, mas pelo jeito eles não estão acostumados a isso. Tanto que, mais tarde, um comissário passou ao meu lado e perguntou se eu era o "passageiro gentil". Minhas pernas é que agradecem tal gentileza!
Como o dinheiro é curto, sempre viajo de classe econômica. Mas, para me sentir um pouco melhor, peço para sentar na saída de emergêcia -- onde o espaço para as pernas é maior. Já sei até de cor as instruções para a abertura da porta, em mais de um idioma. O que não sei é qual seria a minha reação se precisasse fazê-lo... e nem pretendo descobrir!
Mas, voltando ao voo para Nova York, eis que tentei ficar na saída de emergência. E eis que vi que a companhia aérea criou uma categoria chamada "economy comfort", um assento na classe econômica só que um pouco mais confortável. Onde? Bem na saída de emergência.
Aí entra o detalhe: o tal assento confortável custa mais do que o normal. E, como já disse, o dinheiro é curto. Resultado: melhor ir espremido mesmo.
Subi no avião, sentei no fundão, e a comissária americana me perguntou se eu estava viajando sozinho. Hummm... interessante.... Mas não, ela não queria me fazer companhia, apenas perguntou se eu podia trocar de lugar com uma passageira que viajava com um cachoro - um destes micros, sedado numa espécie de gaiola. A garota ao lado dela tinha medo do cãozinho. Bem, como eu já estava espremido naquele assento mesmo, pior não podia ficar, logo, mudei, e fui mais pro fundão ainda.
Cinco minutos pra levantar voo, a comissária americana reapareceu perguntando se eu queria mudar de assento de novo. Hummmmm... interessante... Mas, não , não era pra ficar ao lado dela. Aceitei, peguei minhas coisas e lá fui de novo mudar de assento. Só que desta vez, lá estava ele à minha espera: o tal do assento econômico conforto. TInham uns 7 disponíveis no voo.
"Você foi muito gentil em trocar de lugar com aquela mulher, merece sentar aqui", disse a comissária. Fiquei surpreso e feliz. Afinal, para mim foi algo totalmente normal trocar de lugar, mas pelo jeito eles não estão acostumados a isso. Tanto que, mais tarde, um comissário passou ao meu lado e perguntou se eu era o "passageiro gentil". Minhas pernas é que agradecem tal gentileza!
terça-feira, 30 de agosto de 2011
100% intolerante
Eu sou intolerante. E não escondo isso de ninguém. Acho que sou assim desde pequeno, sempre tive todos os indícios. Mas só assumi lá pelos meus 25 anos. Não precisa ficar preocupado: estou falando da intolerância à lactose, aquela dificuldade chata em consumir leite e derivados.
Descobri isso já adulto. Tinha dores de estômago, tomava leite para melhorar, e só piorava. E ainda vinham outras coisas, meio desagradáveis de contar aqui. Até que um dia, ao fazer uma reportagem sobre a intolerância, me deparei com uma médica que descreveu, na minha frente, todos os sintomas que eu sentia.
Parei de tomar leite, e minha vida mudou. Por isso, digo com orgulho: sou 100% intolerante. Eu e uma amiga, que também é, até pensamos em fazer camisetas com esta frase, só pra ver a cara de assustado do povo. Cara que deve se assemelhar com a que sempre me deparo em restaurantes, quando pergunto se há leite ou derivado na comida.
Parece simples saber se uma receita leva os ingredientes, mas, acredite, é uma tarefa árdua. Uma vez, ao perguntar se um pão de batata tinha recheio de queijo, ouvi um inesperado não. Aí questionei: do que é o recheio? "De catupiry", respondeu a atendente. Oras, e o que é o catupiry?
Pior são as pessoas que me vêem como um ser estranho. Aí, já tenho o discurso pronto. "Eu não sou estranho, você que é um mutante." E faz sentido! Porque, originalmente, o homem foi "criado" para consumir leite até os 4 ou 5 anos de idade. Mas, em algum momento, milênios atrás, uma mutação genética fez algumas pessoas desenvolverem a capacidade de ingerir lacticínios por toda a vida. Ou seja, se eu não tenho tal mutação, não sou um mutante!
Enfim, mutações à parte, a vida sem leite não é de todo ruim. Posso até consumir alguns derivados. E quando quero tomar um sorvete, ou algo maior, recorro a um comprimido de lactase -- enzima que produzo em pouca quantidade e que digere o açúcar do leite, a lactose. É praticamente o viagra da digestão: você toma e pode comer o que quiser!
Descobri isso já adulto. Tinha dores de estômago, tomava leite para melhorar, e só piorava. E ainda vinham outras coisas, meio desagradáveis de contar aqui. Até que um dia, ao fazer uma reportagem sobre a intolerância, me deparei com uma médica que descreveu, na minha frente, todos os sintomas que eu sentia.
Parei de tomar leite, e minha vida mudou. Por isso, digo com orgulho: sou 100% intolerante. Eu e uma amiga, que também é, até pensamos em fazer camisetas com esta frase, só pra ver a cara de assustado do povo. Cara que deve se assemelhar com a que sempre me deparo em restaurantes, quando pergunto se há leite ou derivado na comida.
Parece simples saber se uma receita leva os ingredientes, mas, acredite, é uma tarefa árdua. Uma vez, ao perguntar se um pão de batata tinha recheio de queijo, ouvi um inesperado não. Aí questionei: do que é o recheio? "De catupiry", respondeu a atendente. Oras, e o que é o catupiry?
Pior são as pessoas que me vêem como um ser estranho. Aí, já tenho o discurso pronto. "Eu não sou estranho, você que é um mutante." E faz sentido! Porque, originalmente, o homem foi "criado" para consumir leite até os 4 ou 5 anos de idade. Mas, em algum momento, milênios atrás, uma mutação genética fez algumas pessoas desenvolverem a capacidade de ingerir lacticínios por toda a vida. Ou seja, se eu não tenho tal mutação, não sou um mutante!
Enfim, mutações à parte, a vida sem leite não é de todo ruim. Posso até consumir alguns derivados. E quando quero tomar um sorvete, ou algo maior, recorro a um comprimido de lactase -- enzima que produzo em pouca quantidade e que digere o açúcar do leite, a lactose. É praticamente o viagra da digestão: você toma e pode comer o que quiser!
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Bilhete único mundo afora
Hoje zerei meu bilhete único. Fui almoçar no Mercado Municipal de São Paulo com uns amigos. Eles, de carro. Eu, de metrô. E zerei meu bilhete único.
Tenho de admitir: gosto de transporte público, principalmente do metrô. Lembro quando era criança, e foi feita a extensão da linha 3 (na época apenas linha Vermelha) até Itaquera (na época já Corinthians, apesar de não ter sinais de um estádio por lá). Fiz um "passeio" com meu pai até a última estação, apenas para conhecê-la, um programa que encantava os meus olhos.
E este programa me acompanha desde então, com algumas adaptações. Agora, quando viajo para uma cidade que tem metrô, faço de tudo para andar nele. Cada um tem sua particularidade, sua marca registrada.
Em Madri (foto), algumas estações são tão próximas que é possível, da plataforma de uma, ver a seguinte. E, dentro do vagão, uma voz anuncia: "Atencion, estacion en curva. Al salir, tiene cuidado para no introducir el pié entre coche y andén." Sim, eles se preocupam com os nossos pés!
No Porto, em Portugal, não há catracas. É preciso validar o bilhete em uma máquina antes de entrar, na base da confiança mesmo, algo que nunca daria certo por aqui. Até há ávisos de fiscalização nos vagões. No que eu estava, entraram dois fiscais, mas nada de me pedirem o bilhete.
Mesmo quem nunca esteve no metrô de Roma dificilmente vai se sentir desorientado. Não porque as duas linhas sejam pequenas. Mas os avisos deixam seguro até o mais atrapalhado dos turistas (adianto que não é o meu caso!). Dentro dos vagões, naquele mapa de estações em cima da porta, uma linha vermelha mostra de que lado o passageiro deve desembarcar. Não é preciso esperar uma voz do além nos alertar.
Na capital dos EUA, a curiosidade está no preço da passagem. Em Washington D.C. cobra-se por distância percorrida. Ao comprar o bilhete, é preciso fazer um cálculo do trajeto, para pagar o valor exato - ou um pouco mais, com direito a ficar com o restante de crédito. Na estação em que for descer, antes de sair do metrô, basta passar novamente o bilhete, para aí sim ser debitado o valor.
Agora, no quesito surrealismo, ganha disparado o metrô de Buenos Aires. Trata-se de um dos mais antigos do mundo, de 1913. E basta uma volta nele para ver que a antiguidade continua presente. A impressão que eu tive ao andar na linha A é de que tinha voltado aos tempos do bonde. Todo o vagão é de madeira. A iluminação, precária, vem de lustres no teto, como o daqueles casarões paulistanos do início do século passado. As portas são abertas pelos próprios passageiros, ou seja, antes mesmo de o trem parar, já há pessoas subindo e descendo. A única vantagem é o preço: cerca de cinquenta centavos de real. Nem preciso dizer que zerei meu "bilhete único" muitas vezes em Buenos Aires...
domingo, 21 de agosto de 2011
As fantasias da rua Augusta
O último texto foi embalado por Noel Rosa. Hoje, vou avançar um pouco - mas nem tanto - no tempo. Vamos à Jovem Guarda, com o hit Rua Augusta. Por quê? Bem, foi lá, nesta famosa rua paulistana, a tal festa à fantasia.
Primeiro, façamos um parênteses: entrar na Augusta a 120 por hora é simplesmente impossível. Nem a 1/4 disso! Sexta-feira à noite, tudo parado. Foi assim, a passos lerdos, que cheguei ao local da festa, no chamado Baixa Augusta, trecho bem pertinho do centrão.
A fantasia foi uma escolha coletiva. Eu e meus amigos decidimos ir de preto, com aquelas máscaras de baile de carnaval. Pelo menos, se ninguém mais estivesse fantasiado, era só jogar a máscara em uma lata de lixo!
Fui o 1o do grupo a chegar. Esperei os outros a uns 50 metros da entrada, ao lado de mulheres fantasiadas com saias curtíssimas, silicone à mostra, muita maquiagem... pois é, eram garotas de família, primas ou moças de vida fácil, como vocês preferirem. Nesse sentido, nada mudou na Augusta.
Logo duas amigas chegaram, e continuamos lá, esperando. Uma delas estava com paetês e não demorou para ocorrer o que já era previsto: buzinadas, olhares curiosos... a nossa popularidade foi a mil por hora!
Mais uns minutos, um carro começou a fazer baliza na nossa frente. Três tentativas depois, conseguiu entrar na vaga. Um palmo da janela se abriu, uma filmadora deu as caras, gravou cerca de 5 minutos do movimento no local (nós inclusos), se escondeu novamente e subiu a rua Augusta.
Mais uns minutos, entramos na festa. Mas uma dúvida permaneceu: quem era o louco da filmadora? "Só falta aparecermos em uma reportagem na TV ilustrando os tipos estranhos que andam no centro da cidade", disse uma amiga. Isso não seria tão ruim. Pior mesmo é se um dia vocês virem meu rosto ilustrando uma matéria sobre prostituição no centro da cidade. Mas, como diz a música, "quem é da nossa gangue não tem medo..."
Primeiro, façamos um parênteses: entrar na Augusta a 120 por hora é simplesmente impossível. Nem a 1/4 disso! Sexta-feira à noite, tudo parado. Foi assim, a passos lerdos, que cheguei ao local da festa, no chamado Baixa Augusta, trecho bem pertinho do centrão.
A fantasia foi uma escolha coletiva. Eu e meus amigos decidimos ir de preto, com aquelas máscaras de baile de carnaval. Pelo menos, se ninguém mais estivesse fantasiado, era só jogar a máscara em uma lata de lixo!
Fui o 1o do grupo a chegar. Esperei os outros a uns 50 metros da entrada, ao lado de mulheres fantasiadas com saias curtíssimas, silicone à mostra, muita maquiagem... pois é, eram garotas de família, primas ou moças de vida fácil, como vocês preferirem. Nesse sentido, nada mudou na Augusta.
Logo duas amigas chegaram, e continuamos lá, esperando. Uma delas estava com paetês e não demorou para ocorrer o que já era previsto: buzinadas, olhares curiosos... a nossa popularidade foi a mil por hora!
Mais uns minutos, um carro começou a fazer baliza na nossa frente. Três tentativas depois, conseguiu entrar na vaga. Um palmo da janela se abriu, uma filmadora deu as caras, gravou cerca de 5 minutos do movimento no local (nós inclusos), se escondeu novamente e subiu a rua Augusta.
Mais uns minutos, entramos na festa. Mas uma dúvida permaneceu: quem era o louco da filmadora? "Só falta aparecermos em uma reportagem na TV ilustrando os tipos estranhos que andam no centro da cidade", disse uma amiga. Isso não seria tão ruim. Pior mesmo é se um dia vocês virem meu rosto ilustrando uma matéria sobre prostituição no centro da cidade. Mas, como diz a música, "quem é da nossa gangue não tem medo..."
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Com que roupa?
Festa à vista, com a temática anos 90. Algo interessante, que foge daquele lugar comum de reviver os anos 80, seja no rock ou no brega. Só que esta festa tem um diferencial -- é à fantasia.
Tudo bem, os adereços ajudam a dar um ar descontraído e irreverente à balada. O problema é: com que roupa eu vou? Sempre que recebo um convite desses, passo dias com o mesmo dilema. E, óbvio, só me decido horas antes de sair de casa. E, mais óbvio ainda, só me fantasio minutos antes de entrar no local.
Uma vez fui vestido de policial militar. Já pensou se passo por uma blitz no meio do caminho? Até explicar que minha intenção era ir a uma inocente festa... Fora o medo de chegar lá e ser o único fantasiado! Por isso, é preciso seguir um ritual: primeiro passar de carro em frente ao local, ver como as pessoas estão, e aí sim se caracterizar.
Para esta festa de agora, fui informado que é preciso entrar no clima dos anos 90, o que dificulta -- e muito -- a escolha. "Vou com o uniforme da seleção de 94", disse um amigo. Boa ideia! Mas, confesso que sair de casa de shorts e chuteira não me agrada muito.
Já sei! Se é pra voltar àquela década, por que não colocar o antigo uniforme do colégio, óculos, aparelho nos dentes e espinhas na cara? Só assim pra me sentir totalmente nos anos da minha adolescência... Aí, confesso de novo, esta ideia não me agrada mesmo!
Feliz era Noel Rosa, que só tinha o trabalho de escolher uma roupa para um samba!
Tudo bem, os adereços ajudam a dar um ar descontraído e irreverente à balada. O problema é: com que roupa eu vou? Sempre que recebo um convite desses, passo dias com o mesmo dilema. E, óbvio, só me decido horas antes de sair de casa. E, mais óbvio ainda, só me fantasio minutos antes de entrar no local.
Uma vez fui vestido de policial militar. Já pensou se passo por uma blitz no meio do caminho? Até explicar que minha intenção era ir a uma inocente festa... Fora o medo de chegar lá e ser o único fantasiado! Por isso, é preciso seguir um ritual: primeiro passar de carro em frente ao local, ver como as pessoas estão, e aí sim se caracterizar.
Para esta festa de agora, fui informado que é preciso entrar no clima dos anos 90, o que dificulta -- e muito -- a escolha. "Vou com o uniforme da seleção de 94", disse um amigo. Boa ideia! Mas, confesso que sair de casa de shorts e chuteira não me agrada muito.
Já sei! Se é pra voltar àquela década, por que não colocar o antigo uniforme do colégio, óculos, aparelho nos dentes e espinhas na cara? Só assim pra me sentir totalmente nos anos da minha adolescência... Aí, confesso de novo, esta ideia não me agrada mesmo!
Feliz era Noel Rosa, que só tinha o trabalho de escolher uma roupa para um samba!
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Síndrome de quê?
Sábado à noite, restaurante mexicano. Boa comida, ótimas risadas. Foi quando, entre um taco e outro, minha amiga soltou a seguinte frase: "Eu tenho Síndrome de Pica". O sobe som não passou despercebido por ninguém da mesa. Olhares de espanto, risos contidos... o que fazer? Chegar mais perto, para consolá-la?
Logo pus a mão no bolso! Calma, foi para pegar meu celular e fazer uma busca rápida no google. Lá estava, em diversos sites: Síndrome de Pica (ou simplesmente Pica) - transtorno alimentar que faz a pessoa ter desejo incontrolável de comer coisas não comestíveis. Mais ou menos a história de mulheres grávidas que se deliciam com tijolos.
A Pica é descrita desde a antiguidade., mas ganhou este nome no século XVI. O termo vem do latim, e designa um pássaro que, assim como a minha amiga, come de tudo o que vê pela frente.
Ok, o caso dela não chega este ponto. A síndrome apareceu na infância, com um punhado de terra do quintal de casa, e não atrapalha sua vida nem de a quem está em volta. Tanto que ela fala sobre isso abertamente. Diz, sem medo de ferir a moral e os bons costumes "Eu tenho Síndrome de Pica".
Mesmo assim é bom tomar cuidado, porque nem todos são como a minha amiga. Vai que você encontra uma pessoa na rua, com algum objeto estranho na boca, e resolve perguntar: Ei, você tem Pica?". Se ela for grossa, não vá dizer que não avisei...
Logo pus a mão no bolso! Calma, foi para pegar meu celular e fazer uma busca rápida no google. Lá estava, em diversos sites: Síndrome de Pica (ou simplesmente Pica) - transtorno alimentar que faz a pessoa ter desejo incontrolável de comer coisas não comestíveis. Mais ou menos a história de mulheres grávidas que se deliciam com tijolos.
A Pica é descrita desde a antiguidade., mas ganhou este nome no século XVI. O termo vem do latim, e designa um pássaro que, assim como a minha amiga, come de tudo o que vê pela frente.
Ok, o caso dela não chega este ponto. A síndrome apareceu na infância, com um punhado de terra do quintal de casa, e não atrapalha sua vida nem de a quem está em volta. Tanto que ela fala sobre isso abertamente. Diz, sem medo de ferir a moral e os bons costumes "Eu tenho Síndrome de Pica".
Mesmo assim é bom tomar cuidado, porque nem todos são como a minha amiga. Vai que você encontra uma pessoa na rua, com algum objeto estranho na boca, e resolve perguntar: Ei, você tem Pica?". Se ela for grossa, não vá dizer que não avisei...
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